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Gestão Financeira: como controlar o seu negócio

  • rafaelrfnogueira
  • 3 de abr. de 2023
  • 5 min de leitura

Não existe um empresário, gerente ou colaborador responsável que não entenda a importância da gestão financeira. Afinal, lidar com o dinheiro é um fato ao se tratar de negócios. Apesar disso, o que traz tanta dificuldade e resistência para essa atividade está diretamente relacionado ao que podemos chamar de “Regra de Ouro das Finanças”: não gaste mais do que você recebe.

Por mais que essa regra tenha o seu valor, qualquer gestor mais experiente sabe das necessidades de giro do negócio, riscos de fraude, tributação e até mesmo o relacionamento com o cliente que estão atreladas a essa área tão importante dentro de qualquer empresa. Por conta disso, a simplificação gerada pela Regra de Ouro contribui para que muitos negócios mantenham seus processos financeiros mal otimizados de forma que o único indicativo de que o negócio está funcionando é o saldo em caixa.

Mas se o meu caixa está aumentando, estou conseguindo pagar todas as minhas contas e ainda gerar retorno, não há problema nenhum nisso!”


Essa é uma perspectiva válida, mas que deixa de fora elementos que põem em risco a longevidade do seu negócio, expondo-o a riscos desnecessários de tal forma que torna imprevisível qual o impacto real de qualquer choque adverso na empresa.


Neste contexto, a Gestão Financeira efetiva é, sem dúvidas, um elemento que não só previne riscos, mas também permite avaliar suas atividades econômicas sob uma perspectiva racional, além de agregar mais adaptabilidade ao seu negócio, e nós vamos explicar quais os principais benefícios atrelados a ela.


Depois de muita conversa, é importante destacar a Gestão Financeira como o conjunto de atividades, processos e estratégias que permite o controle, avaliação e projeção das atividades da empresa sob a perspectiva monetária, ou seja: é saber o que, por quê, como e por onde rodeiam todas as utilizações do dinheiro da empresa.

Avaliando essa definição, podemos separar a gestão financeira em três pilares principais:


  1. Processos

  2. Controle

  3. Análise


O motivo dessa divisão é claro, pois em conjunto, essas três atividades geram para o tomador de decisão as informações relevantes para a utilização de recursos em toda a empresa. Apesar disso, a primeira etapa na reestruturação financeira de um negócio consiste em avaliar quais fatores internos e externos afetam a atividade econômica e quais as batalhas que o departamento financeiro da empresa deve ser capaz de lidar habilmente.

Por exemplo: setores que necessitam de maior investimento adiantado para cada projeto ou venda como construção civil, indústria manufatureira, indústria de tecnologia, etc., necessitam de um Capital de Giro muito maior do que atividades como varejistas online ou seguradoras. Além disso, cada setor responde diferente às oscilações de mercado, implicando em novas necessidades adaptativas para cada empresa. Estes fatores devem ser levados em consideração no planejamento de uma reestruturação ou otimização das atividades financeiras de uma empresa.


Dito isso, vamos agora para o primeiro pilar da gestão financeira.


Qual a importância dos processos na gestão financeira?

Assim como a maioria das atividades administrativas, o processo é também de suma importância para garantir que as movimentações financeiras estão sendo realizadas e registradas corretamente. Sem dúvidas, essa é a parte na qual a maior parte das empresas peca por motivos que vão desde a não definição clara de responsabilidades e procedimentos padrão, até a falta de governança relacionada à utilização dos recursos financeiros.

Assim, o primeiro passo é avaliar os objetivos que precisam ser cumpridos pela equipe, compreender as habilidades dos colaboradores e definir as responsabilidades para cada cargo dentro do setor. Desse modo, é possível separar como cada atividade será realizada, além de traçar planos de ação pré-definidos para situações inusitadas.

Além disso, essa definição dos processos terá como objetivo trazer para a gestão de caixa uma maior confiabilidade, dado o maior rigor no controle das saídas e entradas em termos de registro.



Controle, compreendendo a empresa


A partir da definição dos processos, a capacidade de controlar o que está sendo realizado com os recursos da empresa torna-se válida devido a confiabilidade nos dados apresentados. A importância deste controle reside na capacidade de notar rapidamente as ineficiências que permeiam as atividades da empresa. Isso porque, sem a gestão financeira adequada, os resultados obtidos não representam corretamente a realidade, permitindo que análises e decisões incorretas aconteçam.

Deste modo, a controladoria tem o objetivo de garantir que tanto os processos financeiros como a categorização das movimentações financeiras, seja nos setores administrativos quanto no operacional.



Se quer saber como aprimorar, analise.


Por fim, contemplando o planejamento financeiro, é crucial que uma análise dos resultados, custos, caixa, dentre outros, seja efetuada de forma eficaz e sistemática a fim de identificar os gargalos nos setores ou adequação aos objetivos estratégicos da empresa.

Para efetuar a análise, duas demonstrações financeiras se mostram extremamente relevantes: a Demonstração de Resultados do Exercício e a Demonstração do Fluxo de Caixa. Obviamente, existe um grande esforço e trabalho para realizar essas demonstrações, portanto sua realização geralmente é espaçada por um tempo hábil a fim de demonstrar resultados consolidados.

As maneiras mais comuns de análise dessas demonstrações são através da Análise Vertical e Horizontal das demonstrações financeiras. Com essas análises, é possível tanto identificar a dimensão de um determinado dado financeiro em relação ao total, como também identificar a evolução ao longo do tempo destes resultados consolidados.

A análise financeira da empresa deve ser realizada constantemente e pode ser efetuada em diversos âmbitos diferentes, desde uma análise da folha de funcionários a uma análise de custos, avaliação de expansão de negócios, projeção de resultados e diversas outras interpretações que podem ser realizadas. Assim, o setor financeiro, além de cumprir com suas responsabilidades de controle dos pagamentos e recebimentos, possui a capacidade de gerar valor dentro da empresa, transformando dados em informação relevante para a tomada de decisão.


Corinthians: um case de sucesso

Para exemplificar o poder da gestão financeira, vou contar um pouco sobre a reestruturação pela qual passou o clube entre o período de pandemia de 2020 até 2021. Nele, o “Timão” passou de um prejuízo de R$123 milhões para um superávit de superávit de R$5,7 milhões, otimizando a sua gestão financeira interna e sem realizar nenhuma grande venda de ativos ou jogadores.

O primeiro passo dos processos não foi o foco da reestruturação, porque já havia um controle interno rigoroso em relação aos dados apresentados, dispensando uma atuação pesada nesse pilar. Assim, ao assumir a presidência, Duílio Monteiro Alves, implementou um plano de redução forte de custos em diversos setores a fim de reorganizar as finanças do clube.

Foi analisado que tanto os custos com a aquisição de atletas quanto a folha de pagamentos estavam muito acima do necessário, principalmente para um clube em crise. Ainda, houve uma redução considerável nas despesas de maneira geral. Só os gastos do futebol profissional foram reduzidos em quase 30%, segundo o site seudinheiro.com

Junto a outro corte nas despesas gerais e administrativas em 70% e concomitante à diminuição de gastos com serviços de terceiros em 60%, o clube enxugou todos os vazamentos de custos possíveis, o que só foi possível devido à uma gestão financeira eficiente, baseada em análises e controle de empregados.

Porém, a reestruturação não parou por aí: se houve mudanças para os custos, houve para as receitas. Apesar desta lógica, o clube apostou em não reduzir o gasto com folha dos jogadores, mas reestruturá-lo, e na verdade aumentá-lo, saindo de R$188 milhões em 2020, para R$208 milhões em 2021. Esse aumento foi a decisão do clube em garantir que o elenco fosse atualizado mantendo a competitividade.

Isso teve um efeito crucial na compensação da situação de arrecadação pois, atrelada a uma boa negociação dos direitos de transmissão e patrocínios, o clube conseguiu aumentar sua receita de forma relevante: aumento em 77% da receita de patrocínios e 66% com os direitos de transmissão em 2021.

Deste modo, o Corinthians conseguiu controlar e avaliar suas necessidades e realocar seus recursos de maneira mais eficaz. As informações providas pelo setor financeiro, permitiram uma maior confiança do clube nas suas negociações e em como gerar melhores resultados, tudo isso através de uma gestão financeira bem aplicada.

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